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Panetone ganha versões adaptadas para quem tem restrições alimentares

Com as festas de fim de ano se aproximando fica praticamente impossível resistir às delícias natalinas. Entre elas está o panetone, uma iguaria desta época do ano e uma das sobremesas mais consumidas nas comemorações natalinas. Porém, é preciso ter cuidado. Este alimento oferece alto teor calórico e pode facilitar o ganho de peso se consumido em excesso. Para se ter uma ideia, uma fatia de 80 gramas contém 300 calorias.

É comum sentir aquela vontade incontrolável de comer doce de vez em quando. No período das festas, esse desejo aumenta ainda mais. A família reunida e o clima de férias são propícios para degustar essa delícia. “É muito difícil resistir aos docinhos e delícias das festas de fim de ano. Mas para algumas pessoas, evitar o consumo é necessário, pois trata-se de uma questão de saúde”, alerta a nutricionista Nany Sado.

Por isso, apostar em opções de panetones mais saudáveis, menos calóricos, low carbs ou com restrição de algum ingrediente pode ser uma alternativa para quem não quer perder o foco da dieta ou não colocar a saúde em risco. “Hoje em dia já não é tão difícil encontrar opções de panetone mais saudáveis que podem ser consumidos por quem tem restrições severas na alimentação”, garante.

Os supermercados geralmente vendem apenas a versão tradicional, que contém mais açúcar, possui muitas calorias e outros ingredientes que deixam o alimento super industrializado. “Entretanto, já é possível encontrar algumas boas opções visitando lojas de produtos naturais, casas específicas de produtos sem glúten, por exemplo, ou pela internet”, diz. Mas para fazer a escolha certa é preciso ter um conhecimento básico de cada tipo de panetone para não jogar dinheiro fora ou ser confundido pelas marcas.

Com o panetone low carb, por exemplo, é possível poder saborear esse clássico sem desconsiderar a saúde. Nessa versão, o panetone é feito com ingredientes alternativos aos tradicionais como farinha de coco ou amêndoas. “Esses ingredientes contêm baixo teor de carboidratos e livre de glúten, podem ser consumidos por portadores da doença celíaca. O sabor doce pode ficar por conta do eritritol, um adoçante natural”.

Sem açúcar

Um panetone diet, sem glúten, sem açúcar, 100% integral e sem farinha de trigo, além de ser uma ótima opção para quem está de dieta, é o mais indicado para quem tem diabetes. “Ele é feito com farinha integral, adoçado com açúcar demerara ou adoçante stevia e fermento biológico. É comer sem medo”, brinca.

Já existe no mercado também a opção vegana. Mas é preciso ter cuidado com essa versão do panetone. Para quem está de dieta pode não ser a alternativa mais indicada. “Isso porque o panetone vegano é rico em açúcares, chocolates, frutas cristalizadas, farinhas brancas etc. É melhor deixar essa opção para quem realmente não consome nenhum alimento de origem animal como ovos e leite”, orienta a nutricionista.

Alimentos mais nutritivos

Segundo a cheff da Nattu Cozine, Laisa Azevedo, a procura por alimentos mais nutritivos e menos inflamatórios é uma tendência que veio para ficar, principalmente por conta da pandemia. “As pessoas estão procurando se alimentar melhor, sem perder o sabor e não sacrificar a dieta. Por isso, esses alimentos [os panetones] mais funcionais são uma ótima alternativa.” 

Ela explica que as versões low carb são as mais caras, isso porque levam farinhas de oleaginosas como as de castanhas, as de coco entre outras, na receita. “Porém são mais ricas em fibras, isso promove mais saciedade, ou seja, por ter mais fibras a pessoa acaba comendo menos”, explica. Portanto, podem ser boas alternativas para quem quer emagrecer.

Já as versões veganas e as funcionais geralmente têm a mesma base de receita. “Levam farinha de arroz, fécula de batata ou de mandioca e mais alguma fibra, como a linhaça, então acabam sendo opções mais baratas, mas que podem ter um índice glicêmico maior ou mais calorias”, compara.

 

Quer saber mais? Veja entrevista com a Drª Nany Sado para a TV Anhanguera.

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Fim de ano traz alerta para riscos de dietas ‘malucas’

Na última década o número de brasileiros acima do peso aumentou 60%, segundo o Ministério da Saúde. E nessa guerra contra a balança, pelo menos sete em cada dez pessoas já tentaram eliminar alguns quilos sem acompanhamento profissional, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). É justamente aí que mora o perigo. A falta de acompanhamento leva a pessoa a ser ludibriada por promessas de dietas milagrosas que acabam colocando a saúde em risco.

Com a proximidade das festas de fim de ano, a necessidade de estar com o ‘shape’ em dia leva o indivíduo a cair em ciladas escondidas por trás de promessas inalcançáveis e perigosas. Dieta muito restritiva pode ter resultados, a princípio, mas nem sempre do jeito que se imagina. Muitas vezes, elas até ajudam a perder peso rapidamente, mas o corpo pode ser privado de nutrientes importantes para funções básicas. 

A nutricionista Nany Sado orienta que qualquer dieta que visa restringir algum grupo alimentar é sinal de alerta e merece atenção redobrada. “A dieta restritiva é aquela que te incentiva a deixar de consumir algum macronutriente, os componentes da alimentação que são fundamentais para o corpo humano como proteínas, carboidratos e gorduras”, esclarece.

Para a nutricionista, as pessoas procuram cada vez mais soluções rápidas e milagrosas e, neste caso, acabam tomando decisões arriscadas para a saúde. “É ingênuo pensar que todos os problemas com a balança podem ser resolvidos apenas escolhendo uma dieta milagrosa”.

Efeito sanfona

A especialista esclarece que em alguns casos essas dietas até podem apresentar algum resultado satisfatório num primeiro momento, como um rápido emagrecimento, mas depois tudo volta ao que era antes ou até pior. “De nada adianta perder vários quilos daqui até as festas de fim de ano, por exemplo, mas ganhar o dobro de peso depois”, compara.

Ela explica que esse processo é chamado de efeito sanfona. Quando a pessoa para com a dieta, na maioria das vezes, ganha todo o peso que perdeu ou até mais. “É uma das principais desvantagens dessas dietas malucas e a maioria não é prescrita por nutricionistas”.

Nany garante que grande parte das dietas de internet são inventadas por pessoas que não têm nenhuma ligação com a área da saúde e não são confiáveis. “Somente um nutricionista, depois de uma avaliação clínica do paciente, é quem pode prescrever uma dieta saudável baseada em suas necessidades nutricionais diárias e no seu estado de saúde”, alerta.

Perda de massa magra

Além disso, segundo o departamento de Vigilância Nutricional da Secretaria de Saúde de Goiás, adotar dietas restritivas pode provocar a perda de massa magra, queimada pelo corpo para obter energia quando há baixo consumo de carboidratos. A massa magra é responsável pelos movimentos voluntários e involuntários do corpo, incluindo os envolvidos no funcionamento do coração e intestino.

A nutricionista ressalta que para realmente emagrecer de forma saudável é necessário fazer um acompanhamento nutricional para que todo processo transcorra da melhor forma. “O profissional da área da saúde, depois de prescrever uma dieta balanceada e exclusiva, vai acompanhar todo o progresso. Além disso, com um bom acompanhamento clínico, é possível saber se a perda de peso está acontecendo de forma gradativa e sem consequências negativas para o organismo”, alerta.

 

Foto: Shvets

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Café, de vilão a herói da alimentação

 

De vilão a mocinho. O café é a bebida mais consumida no Brasil após a água. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), em 2020 o consumo de café cresceu no Brasil 1,34% e o consumo per capita de café torrado no país é de 4,79 Kg por ano.  Sua posição em segundo lugar está associada ao fator cultural da herança deixada pela “Era Cafeeira” e pelos benefícios que a bebida pode proporcionar àqueles que apreciam um bom cafezinho. Se por muitos anos o produto figurou na lista de bebidas que prejudicam o bem estar devido a grande quantidade de cafeína e por deixar o organismo em “alerta”, as novas pesquisas mostram que o consumo moderado pode ajudar na saúde do organismo. 

 

O grão tem compostos antioxidantes, aminoácidos, vitaminas e minerais. Além disso, pode ajudar a  prevenir doenças”, alertou a nutricionista Nany Sado, apreciadora da bebida. Além do alto consumo, o Brasil  é o maior produtor e exportador mundial de café do mundo. O aroma, o sabor e a gourmetização da bebida tem impulsionado o mercado nacional. 

 

De acordo com Nany Sado,   o café deve ser consumido de forma moderada e seus benefícios estão relacionados a dois fatores: a quantidade ingerida por dia e a forma de preparo. “No máximo, 400mg de cafeína por dia, o que equivale de três a quatro xícaras”, explica. 

 

Além do consumo moderado, é importante ficar atento ao uso de açúcar e adoçante na bebida. “O ideal é que ele seja consumido sem nada. Ao colocar açúcar, você retira o sabor e aumenta a caloria. Adoçante tem muitos conservantes. Mesmo os mais naturais, alteram o sabor, deixando amargo no final. Se realmente a pessoa não conseguir, o indicado é um açúcar mais integral com índice glicêmico um pouco mais baixo”, ensina.

 

Outro alerta é para o consumo de café por mulheres que fazem uso de anticoncepcional. Nany ensina que o ideal é consumir a bebida até às três horas da tarde. “A partir desse horário é recomendado diminuir o consumo de cafeína para evitar a perda de sono e dificuldade para dormir. Isso porque há pesquisas que mostram que mulheres que tomam anticoncepcional a cafeína pode ser potencializada em até oito vezes”, explica. 

 

Além do tradicional café, outras bebidas como chás, chocolates e refrigerantes também possuem cafeínas em suas composições. Em excesso podem ser responsáveis pelo nervosismo, ansiedade, cansaço, dores de cabeça, além de náuseas e diarreia. O  Ministério da Saúde recomenda para um adulto a dose diária máxima de três xícaras ou  até o volume 100 ml por dia.

 

Café na dieta

 

Os planos alimentares elaborados pela nutricionista Nany Sado trazem o café como uma das bebidas recomendadas para o processo de emagrecimento e bem estar. O consumo ajuda principalmente no “ânimo” para enfrentar o dia a dia e os treinos de exercícios físicos. Isso porque, a bebida também aumenta o hormônio do prazer,  chamado de dopamina. Também eleva a liberação de adrenalina.  

 

“ Assim que o café é absorvido, ele vai para a corrente sanguínea e no cérebro bloqueia uma enzima chamada adenosina, que cria a sensação de cansaço e sonolência. Por isso, a pessoa fica imediatamente mais ligada”, explica.

 

Mesmo com todos os benefícios, o café não é recomendado para todas as pessoas. De acordo com Sado, um dos grupos que deve ter consumo moderado é o de gestantes, uma vez que, a cafeína em excesso pode levar ao aborto. A inibição da absorção de ferro e o aumento da excreção urinária de cálcio são consequências do excesso de consumo. Outro alerta é para quem tem ansiedade. 

 

“Não é indicado para pessoas que têm crises de enxaquecas recorrentes, ansiedade, transtorno de personalidade, tremores, insônia, arritmia e também pressão alta não controlada”, enumera.

 

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Dieta: Os segredos por trás do ganho de massa muscular

Ter músculos definidos no corpo vai além de questões estéticas. A massa muscular afeta a saúde, a prevenção de doenças e a expectativa de vida. Entretanto, ter o tão sonhado abdômen “tanquinho”, braços e pernas definidos requer mais do que suplementos e treinos na academia. A dieta adequada é fundamental. “A alimentação de quem tem como objetivo ganhar massa deve ser baseada no tripé: proteína, carboidrato e gordura”, alerta a nutricionista Nany Sado.

 

A dieta com os três grupos alimentares, segundo Nany Sado,  é dividida em porcentagens. “Costumo prescrever para meus pacientes uma quantidade de 40 a 60% de carboidrato, de 20 a 30% de proteína e 10% de gordura para hipertrofia”, explica. Nesse caso, é importante ressaltar que o carboidrato é, na grande maioria, de baixo índice glicêmico. Tortas, bolos, sanduíches, pizzas não entram na lista. Somente no dia do “lixo” ou “day off da dieta”. 

 

Entre os carboidratos de baixo índice glicêmico estão: batata doce, mandioca e pão integral. Eles são indicados para o pré-treino. Já os de alto índice glicêmico como, fruta, tapioca com geleia, banana com fio de mel são indicados para o pós-treino. “Em alguns casos associamos com suplementos. Whey Protein e Creatinina. Isso depende do objetivo de cada pessoa”, informa Nany. 

 

A nutricionista explica também sobre a alta ingestão de ovo. É mesmo necessário comer quase uma dúzia de ovos por dia? “A ingestão de ovo depende do objetivo do paciente. Em alguns casos ele terá que comer um pouco mais porque talvez ele queira uma proteína mais magra, com menos gordura”, afirma. Apesar disso, segundo a nutricionista, em regra geral, o correto é combinar outras proteínas. “Um praticante de atividade física não precisa comer só ovo não, podemos utilizar frango, peixe e leite”, explica. 

 

Alimentos que ajudam a ganhar massa muscular

 

Peixes

Salmão, sardinha atum possuem alto teor proteico e são fontes de ácidos graxos e ômega 3, gordura que auxilia no combate às reações inflamatórias causadas pela rotina de treinos. 

Carne e frango

As carnes são ricas em proteínas e ferro, nutrientes que estimulam o ganho de massa muscular e aumentam a quantidade de oxigênio nos músculos. Mas o frango tem índices menores de colesterol e gordura saturada. 

Ovo

Considerado importante fonte de proteínas. A clara é rica em ovoalbumina, proteína de fácil absorção presente em suplementos alimentares. Já a gema carrega substâncias que combatem processos inflamatórios, facilitando a recuperação dos músculos após os exercícios.

Banana

Rica em carboidratos, é fonte de potássio, mineral participante da produção de glicogênio – que atua como principal reserva de energia das células musculares.

Leite e derivados

O leite e seus derivados estimulam a contração muscular e ainda aumentam o rendimento dos exercícios. São fonte de proteínas, cálcio e vitaminas.

Abacate

É uma fruta calórica, mas possui baixo índice glicêmico. Seu alto teor de gorduras boas, somado às grandes doses de fibras ajudam nos pré-treinos.

Alimentação pode ser direcionada para a saúde dos cabelos. É a chamada nutrição capilar
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Você tem fome de quê? Entenda porque alto consumo de alimentos industrializados prejudicam a saúde

Na correria do dia a dia, sobra cada vez menos tempo para as refeições. A era do fast food e da digestão rápida tem causado efeitos danosos para a saúde. Além da obesidade, diabetes, problemas cardíacos, é cada vez mais comum as pessoas alimentarem a ansiedade. Na pressa, os produtos in natura são substituídos pelos processados e ultraprocessados, com alto grau de sódio, gorduras e doces. “Alimentos industrializados tem muito conservante, corante, farinhas enriquecidas, muito sal e muito açúcar”, afirma a nutricionista Nany Sado. 

 

A especialista cita como exemplo os sucos industrializados. “ O de uva em caixinha tem açúcar demais e isso pode ser ruim para a saúde”, alerta. Escolher alimentos mais saudáveis parece a melhor opção, no entanto, será possível abrir mão dos processados? Segundo Nany Sado, esse tipo de produto não necessariamente é o vilão das dietas. Mas a relação que cada pessoa estabelece com eles. De acordo com ela, é preciso equilíbrio e sabedoria na hora de escolher o tipo de alimento industrializado. 

 

“O paciente precisa entender o que são os rótulos e ter o hábito de ler rótulos. Por exemplo, existem os processados integrais e lights que têm menos açúcar, farinha integral e menos gordura”, explica. A nutricionista explica que nem todas as pessoas conseguem consumir diariamente alimentos naturais, principalmente, quem trabalha fora de casa. Por isso, segundo Sado, é tão importante conhecer o que está consumindo. 

 

“Tenho paciente que passa, por exemplo, o dia inteiro na rua. Ele não tem como levar um alimento in natura porque esse produto vai perder no carro, ou por não ter sido refrigerado. Nesses casos, é possível fazer o uso de alimentos processados, industrializados, mas que sejam  de melhor qualidade, como os integrais”, informa Nany. 

 

Outra dica importante para não engordar e ter saúde é se reconectar com a comida. “Na hora de se alimentar é preciso estar num ambiente mais tranquilo, comer mais devagar. Respirar. Tentar sentir o sabor dos alimentos. Isso te reconecta com o alimento”, explica Sado.

 

Essa reconexão é possível, segundo a especialista, quando a pessoa consegue entender que a fome é um desejo fisiológico e não afetivo. “Entender porque você está comendo? Tem pessoas que comem quando estão tristes, felizes, ansiosas”, conclui. 

 

Tipos de alimentos

Alimentos in natura ou minimamente processados – Não sofrem processo industrial, sem adição de outras substâncias. Exemplos: frutas, legumes, verduras, feijões, farinhas, carnes, ovos, leites, entre outros.

 

Ingredientes culinários processados– Estão incluídas as extrações de alimentos, como o açúcar, óleo e sal. 

 

Processados –  Alimentos modificados do seu estado original por meio de uma grande variedade de tipos de processamento, com diversas finalidades.  Exemplo: abacaxi em calda, queijos, pães franceses. Geralmente é possível reproduzir o alimento na sua cozinha.

 

Ultraprocessados São alimentos prontos para consumo, necessitando de aquecimento ou não, são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivados de constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes, realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades sensoriais atraentes).Exemplos:  refrigerantes, salgadinhos de pacote, biscoitos recheados, bala, chiclete e sorvete.

 

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Jejum Intermitente: nutricionista explica mitos e verdades

 

Imagine ficar 14, 18 e até 24 horas sem comer para perder gordura. O jejum intermitente é uma das dietas mais citadas e comentadas na internet desde que começou a pandemia do coronavírus.  Além de ajudar no emagrecimento, a técnica com intervalos de longo prazo sem alimentação vem sendo apontada por especialistas em saúde como aliado para aumentar a imunidade. “Jejum intermitente não é para perder peso, mas perder gordura”, alerta a nutricionista Nany Sado que adota o método com alguns pacientes. 

“A técnica tem que ser acompanhada por especialista, seja nutricionista ou nutrólogo, com uma boa dieta e exercícios físicos para que a pessoa não perca massa magra”, explica Nany. A perda de massa magra provoca um processo chamado sarcopenia, que é quando o músculo enfraquece e vai perdendo a sua função. Isso acontece naturalmente por conta da idade e do envelhecimento, no entanto, dietas muito restritivas podem acelerar esse processo. “Quando a pessoa faz jejum intermitente e não pratica exercício físico ela pode perder massa magra. Nesse caso, é preciso uma boa dieta para evitar essa perda”, alerta a nutricionista. 

 

Diante dessas informações, Nany Sado responde alguns mitos e verdades sobre o jejum intermitente: 

 

1 – Apenas pessoas que praticam atividade física devem fazer jejum intermitente?

 

“Mito. Jejum intermitente é recomendado para qualquer pessoa e de preferência para quem pratica atividade física porque os estudos mostram que quando a pessoa não pratica atividade física ela pode perder massa magra, então, o ideal é que ela esteja fazendo alguma atividade física. Mas se essa pessoa não pode fazer atividade física com uma boa dieta e jejum intermitente é possível segurar essa massa magra. O jejum não é para emagrecer é para redução de gordura”. 

 

2- Homens e mulheres podem fazer o mesmo período de jejum?

 

“Mito. A mulher pode fazer entre 16 e 18 horas sem prejuízo de redução de massa magra usando os fitoquímicos (café e chá sem açúcar e sem adoçante) após 14 horas. No caso dos homens,  o ideal é que façam até 24 horas, incluindo os fitoquímicos após 14h do início do jejum”. 

 

3- A longo prazo o corpo se acostuma com o jejum intermitente e não perde mais gordura? 

 

“Mito. O jejum pode ser feito a longo prazo, mas sempre estipulado dentro da dieta e com atividade física. O corpo se acostuma com qualquer coisa. Quanto mais você fizer o estímulo diferente de dieta e exercício melhor é”. 

 

4-Treinar em jejum faz mal?

 

“Tem estudos que falam que vale a pena treinar em jejum, mas tem muitos mais estudos dizendo que não. Que não vale a pena. Eu, na minha prática clínica, não gosto que o paciente treine em jejum porque ele perde performance e não faz o treino com o mesmo rendimento como se tivesse ingerido um alimento, principalmente, fonte de carboidrato de baixo índice glicêmico. Eu defendo o treino com alimento de baixo índice glicêmico”. 

 

5- Quem faz jejum precisa se hidratar mais?

 

“Verdade. Mas o ideal é sempre hidratar. Tem uma conta bem simples de fazer e que ajuda muito. Basta multiplicar  35ml vezes o seu peso para saber a quantidade de água que você deve beber ao longo do dia. A quantidade de água ingerida por cada pessoa é diferente e individualizada. No caso do jejum intermitente, está liberada a ingestão de água, água com gás e água com limão. Elas não quebram o jejum”. 

 

6- Após ficar tantas horas com restrição, o corpo merece uma folga. Posso quebrar o jejum com alimentos calóricos: sanduíche, massa, doces?

 

“Mito. O ideal é quebrar o jejum com uma proteína e fibra. Se for o café da manhã é indicado um omelete com espinafre e chia. Já se a entrega do jejum for na hora do almoço o ideal é ingerir  uma salada, um vegetal cozido e um grelhado”.

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Magro de ruim: os segredos por trás da genética

Imagine comer sem engordar, não ser refém de um rígido estilo de vida que inclui dieta saudável e treinos. Sonho? Talvez para alguns. No entanto, o fator genético que torna algumas pessoas “magras de ruim” não garante que elas fiquem magras a vida inteira, nem tão pouco que sejam saudáveis. A nutricionista Nany Sado alerta para os riscos de pessoas com esse perfil terem alto índice de gordura no corpo ou desenvolverem a famosa “pochete”  (barriguinha) por ingerir alimentos calóricos. “Isso não quer dizer que se ela continuar comendo muito ela não vá engordar”, afirma. 

Um levantamento realizado por pesquisadores britânicos comparou o DNA de 1,6 mil pessoas saudáveis e magras com um índice de massa corporal (IMC) menor que 18. O estudo também avaliou pessoas gordas e pessoas com peso normal. A pesquisa concluiu que o segredo de ser magro está relacionado a fatores genéticos. Apesar disso, os estudiosos concluíram que 40% da estrutura do corpo é definida pela genética e os outros 60% pelo ambiente. “Está provado que fatores externos  favorecem mais a obesidade que a genética, ou seja, o estilo de vida, os hábitos alimentares, a prática de exercícios físicos tem mais influência que o gene”, alerta Nany. 

O “magro de ruim” tem o biotipo mesomorfo. O corpo é mais slim, tem o metabolismo mais rápido e tendência a comer menos. Apesar de todas essas “vantagens” a pessoa magra tem suas dificuldades. Uma delas é ganhar massa. “ Ela não ganha peso fácil e ela não ganha gordura fácil. Mas também ela não ganha músculo fácil”, constata a nutricionista. Nesse caso, para ganhar músculos, segundo Nany Sado, é preciso mais do que uma alimentação rica em carboidratos. “ A dieta tem que ser equilibrada com proteínas, carboidratos e lipídios bons. Além de vitaminas e minerais. Essa suplementação ajuda no ganho de massa e não de gordura”, informa. 

Se existe o “magro de ruim” também existe o “falso magro”,  que pode ser a mesma pessoa ou pessoas diferentes. É que o falso magro é aquela pessoa que aparenta magreza, no entanto, exames de composição corporal como Dexa, dobras ou BIA, revelam alta taxa de gordura no corpo. Esse biotipo é motivo de preocupação. “É um perfil que tem que ficar alerta com dislipidemia, pressão alta e sarcopenia – que é a perda de massa magra”, conclui. 

Os testes de composição corporal ajudam pessoas magras a descobrirem o percentual de gordura no corpo. Com ele, aliado a  visita ao nutricionista, fica mais fácil ter uma dieta personalizada e focada no ganho de músculos e na definição corporal saudável e sem sofrimento. 

 

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Síndrome pós-Covid pode ser minimizada com tratamento multiprofissional

Texto: Rafaela Carvello – Jornal A Redação 

Fadiga intensa, dor crônica, fraqueza muscular, dificuldade para respirar, déficits cognitivos, como alterações de memória e fadiga mental. Esses são alguns dos sintomas da Síndrome Pós-Covid que tem desafiado a comunidade médica e pesquisadores de diferentes áreas da saúde. O que se sabe, até o momento, é que alguns pacientes que foram infectados pelo novo coronavírus apresentam quadro de inflamação difusa e multissistêmica. “Sair do hospital ou ter alta médica não significa que este paciente está livre de tratamento”, alerta a nutricionista Nany Sado, que tem prestado atendimento a esses pacientes.

De acordo com a nutricionista, pessoas infectadas pela Covid-19 apresentam quadro oxidativo e aumento inflamatório. Mesmo após o tratamento da doença, ficam sequelas e elas devem ser tratadas com acompanhamento multiprofissional que engloba nutrição, fisioterapia e educação física. “O tratamento multiprofissional realinha o organismo. A fisioterapia fortalece a mobilidade e a respiração. A atividade física ajuda no fortalecimento muscular e combate a perda de massa magra (sarcopenia). E a nutrição devolve proteínas, vitaminas e sais minerais para o paciente”, afirma Sado.

Na segunda onda da Covid-19, o Brasil chegou a registrar 75 mil novos casos por dia. Só o estado de Goiás registrou mais de 8 mil mortes provocadas pela doença entre março de 2020 e fevereiro de 2021. Segundo o fisioterapeuta Thiago Vilela, o tratamento para o fortalecimento de pulmões e a devolução da mobilidade deve começar assim que o paciente sai do período de quarentena ou que tem alta hospitalar. “Nos casos mais graves o impacto é muito grande, não só na mobilidade, mas na funcionalidade de forma geral. Tem pacientes, por exemplo, que demoram muito tempo para conseguir fazer algumas ações básicas, tais como, tomar banho sozinho, fazer higiene pessoal, fazer caminhadas acima de cem metros”, relata.

A fraqueza para respirar e a perda de mobilidade provocada pela Síndrome Pós-Covid é uma característica comum em pacientes que passaram muito tempo em tratamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além desses fatores, o fisioterapeuta alerta para as repercussões neurológicas. “São pacientes que tiveram Covid, recuperaram e alguns meses depois tiveram AVC”, afirma Thiago Vilela. Outra queixa comum são dores musculares generalizadas, as chamadas mialgias.

Segundo a profissional de educação física Dayana Teodoro Mendes, a atividade física é importante e recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), porém, o retorno aos treinos deve ser feito com moderação e após avaliação médica com exames de eletrocardiograma para verificar se o paciente não teve sequelas graves da doença. “O mais importante é não exigir demais do corpo após a síndrome. Se você já realizou alguma atividade antes de contrair o vírus, continue, porém, numa intensidade menor. Se não realizava, começar com exercícios leves e de menor duração”, informa.

Alimentação a favor da vida

Pacientes com Síndrome Pós- Covid devem ter uma dieta anti-inflamatória. Ela consiste numa alimentação com proteínas magras, mas de alto valor biológico. Alimentos com bastante fibras, de preferência os integrais. “As verduras e os vegetais ajudam a repor as vitaminas e os minerais antioxidantes. As frutas vermelhas escuras têm antocianinas que reduzem a neuroinflamação”, explica Nany Sado.

Outra dica importante é dar preferência aos alimentos orgânicos, sem o uso de agrotóxicos que prejudicam a saúde. Segundo a nutricionista, em alguns casos, a dieta equilibrada não basta, é necessário fazer suplementação alimentar. “Dependendo da alimentação do paciente é necessária a suplementação com vitaminas, minerais antioxidantes e proteína magra”, conclui Sado.

 

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Dieta anti-inflamatória ajuda a combater os sintomas do pós- Covid

Fraqueza, cansaço, dores musculares são sintomas comuns em pessoas que tiveram Covid-19. Uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios pode ajudar e muito na recuperação de quem já teve a doença. De acordo com a nutricionista Nany Sado, o coronavírus provoca um quadro de inflamação multissistêmica e a alimentação pode ser uma grande aliada no processo de cura. “O paciente que teve Covid passa por um estresse oxidativo muito grande.Ele precisa de proteína. E as nossas dietas atuais são muito inflamatórias. O excesso de gordura, o excesso de carboidrato simples, piora os parâmetros inflamatórios do paciente”, explica.

Dar prioridade às proteínas, também a alimentos ricos em ômega-3, polifenóis, carotenóides e flavonóides ajudam na produção de substâncias que reduzem inflamações. Segundo Nany Sado, essas substâncias não são encontradas apenas dentro de frascos farmacêuticos, mas em especial, na banca de verduras e frutas do mercado ou da feira. “As antocianinas a gente encontra nas frutas vermelhas escuras para reduzir a neuroinflamação. Além delas, o açafrão, os vegetais verdes-escuros e as frutas cítricas ajudam a fortalecer o sistema imunológico e reduz o quadro inflamatório”, afirma. 

Apesar dos benefícios das frutas e vegetais, escolher o alimento certo não basta. Saber como comer o alimento certo é o que faz diferença e traz resultados. A nutricionista explica que as frutas, por exemplo, devem estar presentes após as refeições ou nos lanches. Já as proteínas nas principais refeições do dia. Nesta lista, comer peixe de três a cinco vezes na semana também ajuda. “As pessoas têm que tomar cuidado apenas com o preparo. Porque alimentos saudáveis podem se tornar gordurosos e calóricos dependendo do preparo”, alerta. 

O paciente de pós- Covid costuma sair da doença com baixo peso e perda de massa magra, em especial aqueles que ficaram internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Ele tem esse quadro porque o sistema imunológico usa a proteína para a criação de anticorpos. Por isso, a importância de uma dieta rica em proteínas”, afirma Nany. Uma dieta rica em proteínas privilegia no cardápios alimentos como: carnes magras, peixe, ovo, leite desnatado, queijo branco, iogurte desnatado, azeite de oliva, dentre outros. 

 

Vegetais verde-escuros

Brócolis, couve, rúcula, espinafre e couve de bruxelas são ricos em vitaminas A e C que são anti-inflamatórios e antioxidantes. 

 

Peixes ricos em ômega-3

O salmão, atum, sardinha, arenque e cavalinha têm potente ação anti-inflamatória e são ricos em ômega-3. 

Frutas vermelhas

O morango, cereja, framboesa, amora, semente de romã, goiaba e melancia, são ricos em antocianinas que dão cor à fruta e têm ação anti-inflamatória e antioxidante.

Abacate

O abacate possui vários nutrientes anti-inflamatórios como carotenóides, tocoferóis, ômega-3, vitaminas A, C e E, que reduzem a produção de substâncias inflamatórias no organismo.

Frutas cítricas

A laranja, acerola, abacaxi, mexerica e limão, são excelentes anti-inflamatórios por serem ricos em vitaminas B e C e minerais como potássio, magnésio, fósforo e cobre, além de flavonóides e carotenóides, que agem diminuindo os danos nas células que podem causar inflamação.

 

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Faça as pazes com seu intestino

A Prisão de ventre é um distúrbio comum caracterizado pela dificuldade persistente para evacuar. O uso de analgésicos (principalmente narcóticos), cálcio e ferro em excesso, chocolate, uso excessivo de laxantes, antiácidos podem piorar a saúde do intestino. De acordo com a nutricionista Nany Sado, com a saúde do órgão em dia, outros sistemas do organismo também melhoram. “O intestino saudável favorece o sistema nervoso, imunológico, endócrino e ajuda a emagrecer”, declara.

Segundo especialistas em saúde, o normal é ir ao banheiro entre 3 e 12 vezes por semana. Não conseguir atender a esta frequência pode causar desconforto, distensão e inchaço abdominal. Além de mal-estar, gases e distúrbios digestivos. “Um intestino saudável possui uma maior colonização de bactérias benéficas que auxiliam nos processos de digestão e absorção de nutrientes. A microbiota intestinal saudável fortalece o sistema imunológico”, destaca Nany.

Segundo a nutricionista, a prisão de ventre tem motivos bem conhecidos, como uma dieta pobre em fibras, ignorar o desejo de ir ao banheiro repetidamente, não beber água suficientemente e a falta de exercícios físicos. “A água é o básico. E não é outro líquido como suco, leite, refrigerante. É água. Pelo menos 1,5l por dia”, afirma Sado.

Alguns alimentos são probióticos, ou seja, contém bactérias vivas que ajudam na saúde intestinal. Entre eles, estão: iogurte (leite fermentado);kefir (obtido a partir da fermentação de leite, água adoçada ou água de coco);kombucha (bebida feita a partir da fermentação do açúcar do chá preto);chucrute (conserva de repolho fermentado em água e sal). As bactérias vivas dos probióticos ajudam na melhor digestão e numa absorção eficiente dos nutrientes.

Alimentos amigos do intestino

-Legumes e Hortaliças
-Café e chá preto, verde e mate
-Água e sucos naturais
-Sementes
-Frutas
-Cereais integrais
-Iogurte com probiótico
-Leguminosas

Nany Sado - Doctoralia.com.br